Mesmo que hoje fazemos parte de uma memória pouco acessível, e quando lembrada são viagens com pequenas imagens fragmentadas, desgastadas com o tempo, talvez você não estranhe ao ler essa carta. Talvez fosse previsível dizer que o passado é impossível de ser abolido.
Um dia tivemos algo em comum, e por ter conhecido você que foi a única pessoa que eu realmente conheci, por isso hoje, velho lhe aplaudir pela pessoa que foi comigo.
Aprendi que há esperança para consertar todos os defeitos. A ser uma pessoa melhor com o idiota mais incrível que conheci. E mesmo com a sua ausência, com a melhor parte que você deixou comigo, aprendi a levar a esperança do amanhã pra todo mundo. Aprendemos tantas coisas com a presença ou até mesmo a ausência um do outro, que não caberiam numa mera carta. E são virtudes que aprendi, sem chances de serem descartadas.
Não te culpo por não termos vivido por uma eternidade. Pois não prometemos alcançar a vida eterna, repleta de harmonia e sem necessidades carnais ou dos sentidos.
O tempo foi meu inimigo, pois não vivi aqueles instantes de maneira única. Mania de acreditar no Renato Russo "mas é claro que o sol vai voltar amanhã".
Dez de dezembro guardam palavras magnificas, palavras essas que as guardarei com a mesma pureza em que foram escritas. E por me lembrar de tal sentimento sublime, que hoje me permito, com tamanha paz de espirito...que minhas palavras voltem a te visitar. Daqui há alguns anos, em algum dia qualquer, se me lembrar, vou ler pra alguém a nossa história, que fui apaixonada pelo marginal, o herói.
Admiro a forma determinada desse marginal. E não seria um, se não misturasse seus planos juntos com sua preguiça. Deve ser coisa do mesmo desistir de algumas coisas para conquistar o que sempre sonhou. E merece conquistar tudo, o mundo.
Fui atraída por vários aspectos, sua cômica beleza física individual, e principalmente a beleza da alma. Fazíamos parte de uma multidão acompanhada. Ficávamos lado a lado, aprofundávamos nosso contato, e sempre eram raros e verdadeiros encontros. Motivação dividida, motivação somada.
Hoje, ouço o murmúrio de todos aqueles que também existem. Me recolho na praça. Sei que vivi isso em algum outro lugar, em outro tempo e sob outra forma, mas hoje só gostaria de repetir tal ato. Ou, apenas, simplesmente, permito-me voltar a dizer que amo você. Amo muitíssimo.
...De praxe, são essas palavras que terminam uma carta. Mas nosso elo, nosso elo Menino Bruno, é indizível. E pelo mesmo que hoje...hoje lhe desejo toda felicidade que o mundo possa lhe oferecer. E por ser o final de uma carta, eu posso brincar né? Dizer que tal felicidade não será completa sem uma piada minha. O seu rap precisa compor ao lado do meu som barulhento.
Não seria a Ninguém, a Thaís, se eu fingisse não me importar com seu vigésimo capitulo.
Sempre se sinta abraçado com as minhas palavras. Procurei registrar o sentimento mais puro aqui. Sem rancor. Apenas por amor, por carinho, por amizade.
"O frio, os planetas, e toda minha poesia..."
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Diazinho fdp
Começo a tremer os pés, costumo colocar a culpa na bateria, mas na verdade tudo se resume a ansiedade. Caminho até a varanda e sinto cheiro do meu café forte, porém o vento gelado acaba de o esfriar. Folheio a luz da lua o meu livro, que hoje está sem nenhuma fotografia. Estão enterradas junto com toda lembrança agradável. Por fim, o vento por si só faz as folhas se mexerem. Palavras se lançam em meus olhos como sinais previsíveis. Recomeço a tremer os pés, me lembro do confronto de olhares que não se enxergam mais, não se reconhecem mais. O vento leva tudo daquela varanda, menos o ódio.
domingo, 15 de setembro de 2013
Loucuras de setembro. Loucura de palavras.
Havia se esquecido da paz que observar o céu trazia. Em plena véspera de verão se sentia vazia.
As loucuras que fizera, e há as loucuras que anotou dentro de uma caixinha.
As loucuras que fizera a tornou vazia.
A paz de observar todos os planetas deitada sob um céu limpo, já não omite toda a dor, todo rancor.
Quebrou outra xícara de cafe essa manha. Sera que ela se tornara outro mero vasilhame vazio?
As loucuras que fizera, e há as loucuras que anotou dentro de uma caixinha.
As loucuras que fizera a tornou vazia.
A paz de observar todos os planetas deitada sob um céu limpo, já não omite toda a dor, todo rancor.
Quebrou outra xícara de cafe essa manha. Sera que ela se tornara outro mero vasilhame vazio?
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Ele acena
não vale a pena, não vale a pena, não vale a pena.
Lembre-se que ele fez você se questionar por cada palavra que ele disse.
É irônico que você esteja contemplando uma incerteza. Você não tem que falhar. Você não pode falhar.
Mas se você perder o controle, não vou alimentar as provas de que você precisa. E seus pensamentos reescritos por meras lembranças se dilacerarão. Se vão. Os únicos meios de acreditar se dilacerarão.
Ela acena
você se negou, e fez ela acreditar que não vale a pena, não vale a pena.
não vale a pena, não vale a pena, não vale a pena.
Lembre-se que ele fez você se questionar por cada palavra que ele disse.
É irônico que você esteja contemplando uma incerteza. Você não tem que falhar. Você não pode falhar.
Mas se você perder o controle, não vou alimentar as provas de que você precisa. E seus pensamentos reescritos por meras lembranças se dilacerarão. Se vão. Os únicos meios de acreditar se dilacerarão.
Ela acena
você se negou, e fez ela acreditar que não vale a pena, não vale a pena.
domingo, 1 de setembro de 2013
setembro.
Vento gelado. Os céus sopraram tão rapidamente que deixei cair o café, essa deve ser a quarta porcelana que quebro essa semana. O resultado do confronto da minha pele e do café quente é uma mera cicatriz.
Por fim o vento assopra tão forte que alivia minha dor, e passa a ser uma mera lembrança fragmentada, pouco acessível.
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