domingo, 13 de dezembro de 2020

Epílogo

Queria poder escrever um epílogo; daqueles que fecham os filmes com as melhores músicas românticas acompanhados detalhadamente dos nomes com os devidos créditos. Isto é, mostraria que cheguei ao fim de uma narrativa, porém sempre é um final feliz. 

Quando vai chegar esse final feliz? 

Me aproximei desse prólogo, me saltou o encantamento em poder entrelaçar a mão na sua, depois que você soltou escrevo esboços de quem não quer mais vivenciar emoções passionais. 

quarta-feira, 11 de março de 2020

No silencioso

Esses dias me peguei me machucando com a perca dos sentidos vitais sobre a plenitude de estar vivo,
Em poucas palavras,
Você já perdeu todos os sentidos?

Como que um aglomerado de situações podem resultar em anular nossas pesquisas sobre bem estar e vibrações positivas, em concordar com um negativismo descomunal de como que se pode um coração bater sem que a razão o impulsione?

Querido Deus,
Me perdoe pelas palavras ditas,
pelos sentimentos que deixei de sentir
por não compreender os seus sinais.
Acho que sou um daqueles humanos que, nasceram pra sentir demais.


domingo, 5 de janeiro de 2020

Onde a gente guarda todas as palavras que não conseguem serem ditas?

Tenho aprendido cruelmente que a dor com o tempo ecoa com menos frequência no corredor - não porque  não existirá mais e sim porque você para de gritar.
Devo fazer parte de alguma música em que um escritor acorda de domingo após um sonho onde presenciava todos os seus medos.
Esse corredor já me ouviu fazendo planos diversos, um foi comprar um coração de pelúcia em que não tive tempo de conseguir entregar com o coração do presenteado pulsando e reproduzir o que estava carinhosamente costurado no exterior com as minhas próprias palavras "amo você muito" - o outro era passar por ele de mãos dadas com aquele que transformei no meu maior medo.
Parar de gritar a gente consegue.
Parar de doer...