sexta-feira, 31 de maio de 2013

seven minutes of silence.

Claro que não veio acompanhado de um livro falando sobre sua vida. 
Pois ela deveria cantar...
"Você é a palavra que eu vou desvendar"
e até porque se tivesse uma sinopse de sua vida, nenhuma pessoa se aproximaria. Nenhuma pessoa aprenderia com seus erros.
Nenhuma pessoa se encantaria, nenhuma pessoa se arriscaria.
Mas tenho certeza que Ninguém duvidaria
e mesmo com o livro,
ela faria.
Pequena tola, Ninguém.
Cairia num abismo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Se fossem há duas semanas atrás, eu fotografaria seu riso e colocaria num cartão postal. Pois acredite, meus olhos enxergavam tamanho paraíso.

Odeio o som do seu tragar.
Odeio sua falta de esperança, para onde ela vai te levar?
Odeio a forma como quer que eu adivinhe tudo
e quando vai embora sem se explicar.
Odeio muito mais quando esquece ...
Odeio suas cicatrizes em julgamento
e seu poder de convencimento.
Não citarei sua desorganização,
pois bagunçado é o meu sentimento, de nem por um momento se lembrar de se organizar.
E se você nunca entendeu, eu não posso te explicar.
Odeio a música que demorei uma semana pra tirar, 
só pra você me ouvir tocar.
Odeio pensar em ficar sem se comunicar.
E nem vou dizer - mesmo querendo -
"sinta vontade de ficar"
Odeio sua pontualidade e forma de se importar, risos
e toda reciprocidade.

Que sempre erre o ponto de ônibus, para que nem por um descuido, possa te encontrar.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mas e você, consegue mudar as letras da sua história?


E ela ouvira, "que nada se repete..." e pensara, mas ora bolas, revivo todos os dias tantas memórias.
Passava tardes pensando, repensando, trepensando em como seria o amanhecer. Quem viria a surpreender?
 Sempre com sua forma vaga de esperança de que ele, pegaria sua blusa e seu boné e a seguiria. Oh meu deus, quantos passos faltariam...?!
Havia dias que só o som que batia em sua porta era o da luta. Outros, só de vozes "você está errado..." Mas, por que? Estou acreditando!
 Acreditara que todas as pessoas podiam ser autores de grandes livros. E que ela poderia mudar as letras daquelas histórias que só fazem sentido no fim.
 Mas, não se sabe como ela acredita, pois além de se suicidar em suas entrelinhas, as pessoas nos quais ela acreditava não mudavam, não melhoravam.
 E ela ouvira, "ele se acomodou no seu riso"e pensara, mas eu estendi minha mão justamente para que ele pegasse.
 Acreditou nos seus erros, nas suas desculpas, nos seus vícios, nas suas músicas lentas. E escrevera um "ps" naquele capitulo: "Se mal consigo terminar um poema, quem dirá solucionar o seu problema? Se mal consigo enxergar as suas falhas, como vou conserta-las?"
 Ela pensara pela milésima vez, e como seria dessa vez? Como esqueceria que contemplou as cores, e os sorrisos por tantos dias, sem criticar aquela vida que se enfiara?
Agora diga a ela, Menino, mais quantos dias você vai se ausentar?