segunda-feira, 25 de novembro de 2013

25 de Novembro

Quem nunca provou seus vícios e quis desvendar seus segredos? E nunca hesitou em sua partida?
Quem fora aquele que a deixou e só contribuiu para ela ser essencialmente quem é hoje?
Questionável, mas não pergunte pra ela, pois um mero "não vou repetir, idiota" é previsível.
 Fissurada pelo lado sul do mapa, Capão Redondo é mais que um lugar. Contradiz seus votos de paz nos dias de jogos, clássicos, sua guerra preferida. E suas baquetas um dia reproduzira muito mais do que o som que chama chuva, mas aquele que convida a todos "venha, sinta vontade de ficar".
 Decimo Sétimo Capitulo. Ela é muito maior do que já foi um dia. Mas tem dito que preferiria ser um pequeno fragmento de tudo aquilo que pode ser, apenas para merecer as pequenas coisas. Aquelas que por enxergar de forma audaciosa passa despercebida aos olhos. Ela preferiria ser um mero fragmento, apenas para contemplar todos os sentimentos que se foram. Apenas para consertar os erros que se foram. Apenas para acreditar que todos aqueles que desapareceram serão reencontrados no próximo capitulo.

domingo, 10 de novembro de 2013

"Só o frio, os planetas e toda minha poesia."

não poderia ser um dia como todos os outros.

Ela acordou e observava o calendário de forma como se aquele dia tivesse circulado por uma de suas canetas que emanavam alegria. Porém o que ela enxergava, os outros de nada via.
Fazia um ano de que ela tinha a virtude de enxergar poesia onde só residia pessoas vazias.
Ela vagou pelas ruas frias -tão frias quanto ela- e percebia que aquele dia o confronto das águas que caiam do céu sob seu rosto a lembrava que aquele dia não havia passado despercebido, e tudo o que a levou a esperar por aquele dia foi sua convicção de que todo laço criado naquele dia seria dilacerado no mesmo.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

nothing

O observo e seus olhos me buscam.
Quase sugerem um riso. Quase me fazendo esquecer essas coisas que fizeram você quebrar o que era solido. Esquecendo algumas questões que caíram sob meus olhos de paraquedas, sem qualquer aviso prévio, que não me deram tempo de me preparar. Por muito pouco não me disponho a recomeçar.
 Mas não esqueceria facilmente. Portanto, obrigo meus lábios a pronunciarem um imenso silêncio. O lembrando que somos apenas um mero vasilhame vazio, uma mera memória.