É tarde da noite e me pergunto aonde você está.
Ela se levantará apavoradamente de sua cama buscando por ar, e aos poucos consegue respirar com o ar fresco da varanda. Despertar as tres horas da manhã com crise de asma pra ela se torna apenas mais um alerta de que deve parar de tragar a sua ausência, que é uma dor emocional junto com o alívio do tabaco.
Naquela noite chuvia, uma garoa tão confortante como a de São Paulo. A fazendo lembrar das meras coisas que ela realmente gosta de ouvir e sentir. Ela escreverá sob um céu chuvoso que, lembrarmos quem realmente somos é o maior presente que podemos encontrar em noites que parecem arruinadas; tudo sao pequenos gestos.
Houve um dia em que ela decidiu guardar fotos dela sorrindo ao lado daquele que se despediu, retirar da vista dela e as salvar em algum canto só lembrado por ela. As fotos não foram a decisão mais dificil que ela tomou. Se esquecer de quem ela era, tentando o esquecer, foi o crime mais cruel que poderia ter cometido.
Ela então agradecerá a chuva de setembro, aos poucos segundos sem ar que a fez acordar e se lembrar que a vida é incrível.
Faz meses, anos. E nos últimos tempos reaprendi a respirar calmamente. Nos últimos tempos aprendi a me perdoar, e principalmente a amar de forma mais harmoniosa possível.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
10.09
Acaso.
Impossibilidade de localizar determinados recados. A imprevisibilidade das palavras. A falta de controle sob o tempo.
Tracei com tinta permanente nossos sonhos pelo corpo, em uma época que mal sabíamos conjugar o sentido das palavras finitas. Visitei praças em que habitávamos em tentativa de que nunca soubessem do nosso elo, hoje, esse desejo foi realizado. Só cabe a mim lembrar.
Já contribui com todas as ruas que você passava. Já me perdi em ingressos nos quais não sabia como você chegava. Tentei criar encontros. Reescrever as histórias das praças.
Mas só bordava tardes vazias. Contribui para que pessoas ficassem tão frias quanto a mim, na tentativa de envolve-las no meu sonho de buscar a plenitude dos sentidos perdidos.
Hoje o acaso só faz sonhos. Nos encontramos apenas entorpecidos/adormecidos, e me questiono se assim vai se construir nossa eternidade.
Impossibilidade de localizar determinados recados. A imprevisibilidade das palavras. A falta de controle sob o tempo.
Tracei com tinta permanente nossos sonhos pelo corpo, em uma época que mal sabíamos conjugar o sentido das palavras finitas. Visitei praças em que habitávamos em tentativa de que nunca soubessem do nosso elo, hoje, esse desejo foi realizado. Só cabe a mim lembrar.
Já contribui com todas as ruas que você passava. Já me perdi em ingressos nos quais não sabia como você chegava. Tentei criar encontros. Reescrever as histórias das praças.
Mas só bordava tardes vazias. Contribui para que pessoas ficassem tão frias quanto a mim, na tentativa de envolve-las no meu sonho de buscar a plenitude dos sentidos perdidos.
Hoje o acaso só faz sonhos. Nos encontramos apenas entorpecidos/adormecidos, e me questiono se assim vai se construir nossa eternidade.
domingo, 25 de maio de 2014
Sssnuff.
Pode surpreender você saber disso. (...)
Ele não respondeu, mas ela podia sentir seu olhar. Quando finalmente teve coragem de olhar para ele, estava olhando-a de forma estranha, distante_ seus olhos estavam com os cantos caídos e num tom escuro especial que era a coisa mais triste que Ninguém já tinha visto. Ela sentiu como se o tivesse decepcionado de alguma maneira. Completamente irreversível.
E tudo o que ela dissera, não vale a pena. Não vale a pena.
Não espera que ele volte a encarar, pois ela não perdoou seus olhos pelos sentimentos que dilacerou. Ela repetira, não vale a pena. Não permitiria que os olhos dele ficassem presos no dela. Ela não merecia.
Ato de respirar. Porqe essa musica a ensinara a ama-lo para sempre. Numa promessa infinita. Sozinha, reprisando todos os dias como se fossem o ultimo. E quando ela escrevia, era porque só isso que ela podia oferecer.
" I promise."
Ele não respondeu, mas ela podia sentir seu olhar. Quando finalmente teve coragem de olhar para ele, estava olhando-a de forma estranha, distante_ seus olhos estavam com os cantos caídos e num tom escuro especial que era a coisa mais triste que Ninguém já tinha visto. Ela sentiu como se o tivesse decepcionado de alguma maneira. Completamente irreversível.
E tudo o que ela dissera, não vale a pena. Não vale a pena.
Não espera que ele volte a encarar, pois ela não perdoou seus olhos pelos sentimentos que dilacerou. Ela repetira, não vale a pena. Não permitiria que os olhos dele ficassem presos no dela. Ela não merecia.
Ato de respirar. Porqe essa musica a ensinara a ama-lo para sempre. Numa promessa infinita. Sozinha, reprisando todos os dias como se fossem o ultimo. E quando ela escrevia, era porque só isso que ela podia oferecer.
" I promise."
domingo, 11 de maio de 2014
10.05
De todas as coisas mais lindas que conheci, com certeza você é a mais linda.
Esse sentimento que já existiu é tão pleno, sublime e acolhedor quando o acesso na memória que tenho a duvida se sinto sozinha. Pelo fato de duvidar que alto tão sublime permaneça só em uma alma.
VOCÊ. Seus olhos entusiasmados e suas cicatrizes recém tatuadas, possui o livre arbítrio para escolher dentre todas as experiencias possíveis, aquelas que deseja repetir. Se você experimentou algum momento da sua vida que por algum motivo continua a escolher a mesma coisa, espero que elas sempre possuam o mesmo encantamento. Espero que seja o mesmo planeta coberto de flores da primavera e papais coloridos. Pois cada desafio valeu a pena.
Espero que você volte a habitar o meu planeta para lembrarmos o quão gratificante é colhermos juntos flores de primavera e bordarmos abraços para o outono. No verão redesenharmos os traços dos nossos corpos, claro autor; nossos lábios. Cada estação sem observar você sonhando é tão vazio. Hoje, escrevo tolices para você. Aguardando você a consertar todas as garrafas que se perderam no infinito do inverno.
Desejo ter a plenitude de todas as mensagens encantadoras dentro das garrafas. E que o tempo que nós não nos reconhecíamos não quebre nenhuma. Que não quebre a garrafa que carrega a mensagem de esperança de continuar uma historia.
Esse sentimento que já existiu é tão pleno, sublime e acolhedor quando o acesso na memória que tenho a duvida se sinto sozinha. Pelo fato de duvidar que alto tão sublime permaneça só em uma alma.
VOCÊ. Seus olhos entusiasmados e suas cicatrizes recém tatuadas, possui o livre arbítrio para escolher dentre todas as experiencias possíveis, aquelas que deseja repetir. Se você experimentou algum momento da sua vida que por algum motivo continua a escolher a mesma coisa, espero que elas sempre possuam o mesmo encantamento. Espero que seja o mesmo planeta coberto de flores da primavera e papais coloridos. Pois cada desafio valeu a pena.
Espero que você volte a habitar o meu planeta para lembrarmos o quão gratificante é colhermos juntos flores de primavera e bordarmos abraços para o outono. No verão redesenharmos os traços dos nossos corpos, claro autor; nossos lábios. Cada estação sem observar você sonhando é tão vazio. Hoje, escrevo tolices para você. Aguardando você a consertar todas as garrafas que se perderam no infinito do inverno.
Desejo ter a plenitude de todas as mensagens encantadoras dentro das garrafas. E que o tempo que nós não nos reconhecíamos não quebre nenhuma. Que não quebre a garrafa que carrega a mensagem de esperança de continuar uma historia.
sábado, 26 de abril de 2014
Abril.
Você se engasga com o seu medo de se aproximar,
assim como a minha fumaça que uso pra acalmar.
Ouvi dizer que tocaram nossa musica,
pena que o contraste de mentes entorpecidas pelo ódio nos impediu de senti-la.
Quebrei uma porcelana hoje e me vi ali. Em um momento perfeito. No outro, dilacerado.
Em um momento inteiro, sinto o calor da sua vida. O subir e descer do seu peito admitindo que somos uma memória inacabada.
Em um momento dilacerado, sinto um mero corpo sentado ao meu lado. Sem memórias.
Trago um imenso silencio. E acredite, faz mais mal do que tragar a fumaça.
assim como a minha fumaça que uso pra acalmar.
Ouvi dizer que tocaram nossa musica,
pena que o contraste de mentes entorpecidas pelo ódio nos impediu de senti-la.
Quebrei uma porcelana hoje e me vi ali. Em um momento perfeito. No outro, dilacerado.
Em um momento inteiro, sinto o calor da sua vida. O subir e descer do seu peito admitindo que somos uma memória inacabada.
Em um momento dilacerado, sinto um mero corpo sentado ao meu lado. Sem memórias.
Trago um imenso silencio. E acredite, faz mais mal do que tragar a fumaça.
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