segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

dear princess

 O beat repetitivo que ecoa pelo quarto foi cenário do qual desempenhei a peça da nossa vida.  Celebrei quem nós eramos por instantes, e agradeci aos redemoinhos da varanda por terem abandonado a missão diária de esfriar meu café. Fui afundo na direção do que me incomodava e descobri que seria egoismo deixar de festejar quando sua canção tocar.
 Quando o silêncio se juntou comigo na varanda ele dançara sob as gotas que restavam na porcelana, que mais tarde estaria vazia. E se tornara um mero vasilhame vazio. Me representaria, se eu não reconhecesse meu sentimento de gratidão pelo beat que você ocupou, pelas memórias que não me convinham e eu só precisava de um ser maior do que as mesmas que me fizesse enxergar isso.
 Sua musica possui o livre arbítrio para escolher, dentre todas as experiencias possíveis, aquelas que deseja repetir. Se você experimentou algum momento da sua vida, que por algum motivo continua a escolher a mesma coisa, espero que elas sempre possuam o mesmo encantamento.
 Sua música a levara a onde ela jamais esteve, e cada desafio valeu à pena. Pq todas as coisas contam.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

25 de Novembro

Quem nunca provou seus vícios e quis desvendar seus segredos? E nunca hesitou em sua partida?
Quem fora aquele que a deixou e só contribuiu para ela ser essencialmente quem é hoje?
Questionável, mas não pergunte pra ela, pois um mero "não vou repetir, idiota" é previsível.
 Fissurada pelo lado sul do mapa, Capão Redondo é mais que um lugar. Contradiz seus votos de paz nos dias de jogos, clássicos, sua guerra preferida. E suas baquetas um dia reproduzira muito mais do que o som que chama chuva, mas aquele que convida a todos "venha, sinta vontade de ficar".
 Decimo Sétimo Capitulo. Ela é muito maior do que já foi um dia. Mas tem dito que preferiria ser um pequeno fragmento de tudo aquilo que pode ser, apenas para merecer as pequenas coisas. Aquelas que por enxergar de forma audaciosa passa despercebida aos olhos. Ela preferiria ser um mero fragmento, apenas para contemplar todos os sentimentos que se foram. Apenas para consertar os erros que se foram. Apenas para acreditar que todos aqueles que desapareceram serão reencontrados no próximo capitulo.

domingo, 10 de novembro de 2013

"Só o frio, os planetas e toda minha poesia."

não poderia ser um dia como todos os outros.

Ela acordou e observava o calendário de forma como se aquele dia tivesse circulado por uma de suas canetas que emanavam alegria. Porém o que ela enxergava, os outros de nada via.
Fazia um ano de que ela tinha a virtude de enxergar poesia onde só residia pessoas vazias.
Ela vagou pelas ruas frias -tão frias quanto ela- e percebia que aquele dia o confronto das águas que caiam do céu sob seu rosto a lembrava que aquele dia não havia passado despercebido, e tudo o que a levou a esperar por aquele dia foi sua convicção de que todo laço criado naquele dia seria dilacerado no mesmo.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

nothing

O observo e seus olhos me buscam.
Quase sugerem um riso. Quase me fazendo esquecer essas coisas que fizeram você quebrar o que era solido. Esquecendo algumas questões que caíram sob meus olhos de paraquedas, sem qualquer aviso prévio, que não me deram tempo de me preparar. Por muito pouco não me disponho a recomeçar.
 Mas não esqueceria facilmente. Portanto, obrigo meus lábios a pronunciarem um imenso silêncio. O lembrando que somos apenas um mero vasilhame vazio, uma mera memória.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Um segredo que passaria despercebido.


Segredos que fogem do controle. Segredos esses que talvez não foram feitos para durar.

O sacrifício de enterrar os dias.
Mas olhe só, a noite só resta memórias frias.
Há segredos que lhe fariam transbordar liberdade, dever e esperança. Pensaria estar alcançando a vida eterna repleta de harmonia.
Mas olhe só, você ignora os segredos.
Se desintegraram ou não causam mais efeitos?
Você sabe do segredo de como é se sentir inteiro.

Quero que encontre quem irá enterrar todos os seus segredos, omitir seus defeitos e medos. Transformar tudo em perfeita harmonia e sincronizar cada sentido em meros papeis coloridos.


sábado, 5 de outubro de 2013

Angustias de palavras.

Há garrafas vazias pelo chão transbordadas de silêncio. Após seus efeitos de entorpecer meus pensamentos, há baquetas quebradas ali também. Não pude compor a melhor música. Elas estão quebradas porque realmente não sei tocar. Não sei tocar a melhor música que o fizesse ficar.
Há rascunhos de traços que a meses tento me desfazer. O eco dos tambores refletem a minha frustração de não poder tocar a melhor música. Nenhuma música que o fizesse ficar.
Aos domingos, depois das intermináveis contagens regressivas para que as dez horas de trabalho passe depressa, ainda há a contagem das horas para que transbordem todas aquelas garrafas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

mais um adeus

 Mesmo que hoje fazemos parte de uma memória pouco acessível, e quando lembrada são viagens com pequenas imagens fragmentadas, desgastadas com o tempo, talvez você não estranhe ao ler essa carta. Talvez fosse previsível dizer que o passado é impossível de ser abolido.
 Um dia tivemos algo em comum, e por ter conhecido você que foi a única pessoa que eu realmente conheci, por isso hoje, velho lhe aplaudir pela pessoa que foi comigo.
 Aprendi que há esperança para consertar todos os defeitos. A ser uma pessoa melhor com o idiota mais incrível que conheci. E mesmo com a sua ausência, com a melhor parte que você deixou comigo, aprendi a levar a esperança do amanhã pra todo mundo. Aprendemos tantas coisas com a presença ou até mesmo a ausência um do outro, que não caberiam numa mera carta. E são virtudes que aprendi, sem chances de serem descartadas.
 Não te culpo por não termos vivido por uma eternidade. Pois não prometemos alcançar a vida eterna, repleta de harmonia e sem necessidades carnais ou dos sentidos.
 O tempo foi meu inimigo, pois não vivi aqueles instantes de maneira única. Mania de acreditar no Renato Russo "mas é claro que o sol vai voltar amanhã".

Dez de dezembro guardam palavras magnificas, palavras essas que as guardarei com a mesma pureza em que foram escritas. E por me lembrar de tal sentimento sublime, que hoje me permito, com tamanha paz de espirito...que minhas palavras voltem a te visitar. Daqui há alguns anos, em algum dia qualquer, se me lembrar,  vou ler pra alguém a nossa história, que fui apaixonada pelo marginal, o herói.
 Admiro a forma determinada desse marginal. E não seria um, se não misturasse seus planos juntos com sua preguiça. Deve ser coisa do mesmo desistir de algumas coisas para conquistar o que sempre sonhou. E merece conquistar tudo, o mundo.
 Fui atraída por vários aspectos, sua cômica beleza física individual, e principalmente a beleza da alma. Fazíamos parte de uma multidão acompanhada. Ficávamos lado a lado, aprofundávamos nosso contato, e sempre eram raros e verdadeiros encontros. Motivação dividida, motivação somada.
 Hoje, ouço o murmúrio de todos aqueles que também existem. Me recolho na praça. Sei que vivi isso em algum outro lugar, em outro tempo e sob outra forma, mas hoje só gostaria de repetir tal ato. Ou, apenas, simplesmente, permito-me voltar a dizer que amo você. Amo muitíssimo.
 ...De praxe, são essas palavras que terminam uma carta. Mas nosso elo, nosso elo Menino Bruno, é indizível. E pelo mesmo que hoje...hoje lhe desejo toda felicidade que o mundo possa lhe oferecer. E por ser o final de uma carta, eu posso brincar né? Dizer que tal felicidade não será completa sem uma piada minha. O seu rap precisa compor ao lado do meu som barulhento.
 Não seria a Ninguém, a Thaís, se eu fingisse não me importar com seu vigésimo capitulo.
 Sempre se sinta abraçado com as minhas palavras. Procurei registrar o sentimento mais puro aqui. Sem rancor. Apenas por amor, por carinho, por amizade.


"O frio, os planetas, e toda minha poesia..."

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Diazinho fdp

Começo a tremer os pés, costumo colocar a culpa na bateria, mas na verdade tudo se resume a ansiedade. Caminho até a varanda e sinto cheiro do meu café forte, porém o vento gelado acaba de o esfriar. Folheio a luz da lua o meu livro, que hoje está sem nenhuma fotografia. Estão enterradas junto com toda lembrança agradável. Por fim, o vento por si só faz as folhas se mexerem. Palavras se lançam em meus olhos como sinais previsíveis. Recomeço a tremer os pés, me lembro do confronto de olhares que não se enxergam mais, não se reconhecem mais. O vento leva tudo daquela varanda, menos o ódio.

domingo, 15 de setembro de 2013

Loucuras de setembro. Loucura de palavras.

Havia se esquecido da paz que observar o céu trazia. Em plena véspera de verão se sentia vazia.
As loucuras que fizera, e há as loucuras que anotou dentro de uma caixinha.
As loucuras que fizera a tornou vazia.
A paz de observar todos os planetas deitada sob um céu limpo, já não omite toda a dor, todo rancor.
Quebrou outra xícara de cafe essa manha. Sera que ela se tornara outro mero vasilhame vazio?

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ele acena
não vale a pena, não vale a pena, não vale a pena.
Lembre-se que ele fez você se questionar por cada palavra que ele disse.
É irônico que você esteja contemplando uma incerteza. Você não tem que falhar. Você não pode falhar.
Mas se você perder o controle, não vou alimentar as provas de que você precisa. E seus pensamentos reescritos por meras lembranças se dilacerarão. Se vão. Os únicos meios de acreditar se dilacerarão. 
Ela acena
você se negou, e fez ela acreditar que não vale a pena, não vale a pena.

domingo, 1 de setembro de 2013

setembro.


 Vento gelado. Os céus sopraram tão rapidamente que deixei cair o café, essa deve ser a quarta porcelana que quebro essa semana. O resultado do confronto da minha pele e do café quente é uma mera cicatriz.
 Por fim o vento assopra tão forte que alivia minha dor, e passa a ser uma mera lembrança fragmentada, pouco acessível.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

10.11

Joguei as cartas irrespondíveis no aquário,
suicidei os peixes junto com nossa saudade
embriaguei nossas cartas, agora borradas pelo silêncio
fotografei nosso abraço
permaneça com sua inocência, deixe seus planos sobre meus cuidados
A fumaça desapareceu hoje como nosso sorriso,
mas a cada lembrança surge uma nova vontade de compor uma nova historia.
As cartas desintegraram no aquário...mas a nossa memória,
a nossa memória, soa como tatuagem.
Guardei algum fragmento pra fazer você lembrar.
Guardei algum rascunho dessa carta pra fazer você sentir vontade de reviver.
E as cartas não se dilaceraram porque nós sabemos que você não desistiu de lutar.
E minhas baquetas ainda reproduzira a mesma, 
e essas palavras ainda vão te fazer lutar
e fazer você sentir como eu sinto.
Como eu não desisto de lutar.

E você vai lembrar, eu sei que vai lembrar...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Eu sei que vai lembrar.

 Ela não deveria escrever. Seria o mesmo que dizer que não é capaz de esquecer.
 Eles sabem que não é impossível, mas será mesmo que esses seriam os planos de ambos?
Será que os mesmos não estão a cada dia procurando uma forma de esconder que os desespera a ideia de que o que comporá o "nós" que existiu serão só lembranças?
Ela sentira gosto de essência de morango, sua preferida. Observou algumas cartas que o escrevera,
mas só de imaginar sua cara de tédio ao lelas desistiu de encaminhar ao destinatário. 
Sim, ela era fraca e irremediável. Morreu todos os dias o esperando. 
Fizera uma promessa. Prometeu cuidar de si. 
Prometeu não mais escrever palavras embriagadas
nem muito menos enterra-las em sua pele. 



"Porque você insiste em dizer que existe vida sem você?
Quando você não esperar vai doer, e eu sei que vai doer, e vai passar como passou por mim
e fazer com que se sinta assim, como eu sinto.
Como eu vejo, como eu vivo, como eu não canso de cantar, eu sei que vai ouvir,
eu sei que vai lembrar, vai rezar pra esquecer, vai pedir pra esquecer,
mas eu não vou deixar, eu não vou deixar."








sexta-feira, 12 de julho de 2013

" E ao anoitecer, em vão eu tento encontrar, o que de mim você levou. Perdoa por eu não poder te perdoar, dói muito mais em mim não ter a quem amar."

domingo, 30 de junho de 2013

Que seus sonhos me deem retorno assim como nossas memórias.

 Talvez ela não sentia saudade de alguns fragmentos. Pois algumas coisas que habitavam nela, habitavam nele também. Eu explico. Saudade é perceber algo no outro que existe em nós.
 Ela também defendia a ideia de que a memória não era apenas acessar um conhecimento do passado, mas era a possibilidade efetiva de viver de novo o que acontecesse.
 Mas ela preferia não alimentar o seu futuro só de memórias.
 Talvez ele revivesse aquelas memórias todos os dias, por isso não a procurava. Ela não sabia se era tão capaz de contemplar a saudade sozinha...

 Estava tão crente daquele pequeno verso em apuros, que o escreveu num bilhete. "Ora Menino, há tantas coisas pra se dizer, há tantos olhares para se trocar..." Que ela tinha certeza de que ele sonhou com aquelas palavras.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

"Vingança Natural..."

Você busca na proporção certa conquistar o enigma no qual sou completamente conectada.
Não há nenhuma estrada que faça você se aproximar, Ora Menina! Se existir eu gasto o último segundo que me resta a viver para destruí-la.
 Não apagarei os meus vestígios da estrada para ver você passar. Cada canto desse lugar empoeirado guarda inúmeras memórias nos quais você nunca vai contemplar.

Respiro. Não faz sentido esse ciumes, pensara...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Rascunho.

Nas ultimas noites tenho assinado meu atestado de demência por pronunciar seu nome, com intuito de que sua ausência faça jus aos seus passos e vão embora.

Ela se apaixonou por ele enquanto estavam juntos, e se apaixonou ainda mais no tempo em que ele a deixara. Embora ela achasse detestável passar a noite falando sobre ele -que tinha um sorriso tão caloroso- que as palavras sempre escapavam dos seus lábios antes que pudesse impedi-las.
 Ele dirigiu-se para longe e ela teve de se segurar para não segui-lo. Fazer com que seus passos se afirmassem no chão para não o seguir na esperança de consertar um tempo arruinado. Mas, as lembranças não confiam nas palavras que se dizem dilaceradas.
 Se algum dia ela acreditar que não se resta mais nada a fazer, que ela possa compor uma música. Que a mesma fez ele partir, possa reproduzir sempre em seus tambores como uma tentativa de relembrar uma história.
 Que todas as palavras dessa carta sejam um mero rascunho. Facilmente confundido com papel desnecessário em cima da estante, mas com tamanho sentimento para quem perde o tempo o passando a limpo. Que metade da vida seja um rascunho em que ela possa reescrever cada letra daquela história.
 Termino esse rascunho da sua ausência, onde há vozes que gritam todas as noites que o tempo parece não passar por você já não existir aqui.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

you still have the map of my heart.

 Antes que você termine de rasgar o resto do que tivemos, se algum dia, tendo bebido demais, enfim, você acabar pensando tolices parecidas com as minhas, me encontre.
 Mesmo sem jamais saber o que você irá dizer, sei que fará de mim menos sozinha. Gostaria de compartilharmos da ideia de ter vividos juntos uma história. De lhe dizer também depois de muito te observar, que quando você partiu naquela noite, fez meu riso se perder numa caixa sem fundo. Mas tive a paciência de guardar cada lembrança que me atormentava todo dia sem que me tomasse o sorriso. Depois de muito procurar, encontrei sim meu riso perdido. E havia percebido que ele nunca fugiu de mim. Não te acusava. Ainda sim dizia sempre que, quando me perguntavam porque você foi embora, que foi o homem mais lindo que eu havia conhecido.
 E então, eu ficaria feliz comigo por tê-lo amado. Um homem capaz de rir de nossas bobagens amorosas.
 Acrescentaria ao nosso repertório que em algumas noites você dançava nos meus sonhos e eu acordava com vontade de ouvir sua voz pra me acalmar. E que eu sempre tinha uma explicação para os dias de chuva...era os anjos chorando com saudade do nosso amor. E consegui tocar não vá embora do cpm rs
 Termino aqui essa história, de minha parte, contando que essas palavras façam jus ao fim do amor que senti. E deixando este testamento de dor, onde me reconheço fraca e irremediável. Pq ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta pra mim.

terça-feira, 4 de junho de 2013

bury.

 Em menos de duas semanas algumas pessoas foram embora sem se despedir.

 Deixou sua casa sem sentido, por ela já não mais habitar lá.
 Ela assoprava as coisas para ficarem nas temperaturas certas para que nós, seus familiares sempre pudessemos aproveitar o melhor de tudo.
Ela então faz os céus cantarem junto com todos nós, aquela canção que muitos dizem ser a esperança
das sementes, para que cresçam novos frutos...

Outras, antes de ir embora, me abraçaram e pediram desculpas.
E mais uma vez, fez o céu repetir essa canção comigo.
Lágrimas não são argumentos, mas é preciso coragem para compartilha-las 
Se foi seu sonho que fez você se ausentar, 
que os céus possam bolar um sonho que faça você voltar.

Umas passaram a vida inteira cuidando de mim, outras só sete meses. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

seven minutes of silence.

Claro que não veio acompanhado de um livro falando sobre sua vida. 
Pois ela deveria cantar...
"Você é a palavra que eu vou desvendar"
e até porque se tivesse uma sinopse de sua vida, nenhuma pessoa se aproximaria. Nenhuma pessoa aprenderia com seus erros.
Nenhuma pessoa se encantaria, nenhuma pessoa se arriscaria.
Mas tenho certeza que Ninguém duvidaria
e mesmo com o livro,
ela faria.
Pequena tola, Ninguém.
Cairia num abismo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Se fossem há duas semanas atrás, eu fotografaria seu riso e colocaria num cartão postal. Pois acredite, meus olhos enxergavam tamanho paraíso.

Odeio o som do seu tragar.
Odeio sua falta de esperança, para onde ela vai te levar?
Odeio a forma como quer que eu adivinhe tudo
e quando vai embora sem se explicar.
Odeio muito mais quando esquece ...
Odeio suas cicatrizes em julgamento
e seu poder de convencimento.
Não citarei sua desorganização,
pois bagunçado é o meu sentimento, de nem por um momento se lembrar de se organizar.
E se você nunca entendeu, eu não posso te explicar.
Odeio a música que demorei uma semana pra tirar, 
só pra você me ouvir tocar.
Odeio pensar em ficar sem se comunicar.
E nem vou dizer - mesmo querendo -
"sinta vontade de ficar"
Odeio sua pontualidade e forma de se importar, risos
e toda reciprocidade.

Que sempre erre o ponto de ônibus, para que nem por um descuido, possa te encontrar.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mas e você, consegue mudar as letras da sua história?


E ela ouvira, "que nada se repete..." e pensara, mas ora bolas, revivo todos os dias tantas memórias.
Passava tardes pensando, repensando, trepensando em como seria o amanhecer. Quem viria a surpreender?
 Sempre com sua forma vaga de esperança de que ele, pegaria sua blusa e seu boné e a seguiria. Oh meu deus, quantos passos faltariam...?!
Havia dias que só o som que batia em sua porta era o da luta. Outros, só de vozes "você está errado..." Mas, por que? Estou acreditando!
 Acreditara que todas as pessoas podiam ser autores de grandes livros. E que ela poderia mudar as letras daquelas histórias que só fazem sentido no fim.
 Mas, não se sabe como ela acredita, pois além de se suicidar em suas entrelinhas, as pessoas nos quais ela acreditava não mudavam, não melhoravam.
 E ela ouvira, "ele se acomodou no seu riso"e pensara, mas eu estendi minha mão justamente para que ele pegasse.
 Acreditou nos seus erros, nas suas desculpas, nos seus vícios, nas suas músicas lentas. E escrevera um "ps" naquele capitulo: "Se mal consigo terminar um poema, quem dirá solucionar o seu problema? Se mal consigo enxergar as suas falhas, como vou conserta-las?"
 Ela pensara pela milésima vez, e como seria dessa vez? Como esqueceria que contemplou as cores, e os sorrisos por tantos dias, sem criticar aquela vida que se enfiara?
Agora diga a ela, Menino, mais quantos dias você vai se ausentar?

terça-feira, 30 de abril de 2013

plural.

Era impossível não ficar repensando o que vivem juntos. Era como relembrar boas fotografias.
 Ouvia vozes que tudo que faziam era reclamar, mas não se importava, ora, para Ninguém, ele era lindo de uma maneira indizível.
 As vezes seus pensamentos precisavam gritar para que os dele a ouvissem. Odiava sua falta de organização, mas acreditara que isso entrava em equilíbrio nos dias de jogo, deveria a odiar também.
 Era impossível não caminhar em sintonia.
As vezes se perdia no pensamento de como se sentiria em observar aquele rosto pela primeira vez, se estivesse sem camisa se pensaria "mas quem seria aquele idiota?" se o julgaria com meras palavras em presenciar seus vícios e sua detestável forma de falar sobre eles, e sem contar sua calmaria de esperar o futuro vagando por suas idéias.
 Ahh era um capitulo de amor, pensara. Retoma sua pose de admiradora de um ser completamente apaixonável...
 Dizem que era fantasia as qualidades imagináveis por ela, mas quem sente o coração se agitar com um simples olhar, quem seria se não fosse ela?

terça-feira, 9 de abril de 2013

And hate is not enough to describe me.

Observou sua pupila dilatada e sentia que o álcool fervia seu sangue.
Se sentia incapaz de cumprir qualquer tarefa.
Olhou mais uma vez para a janela, nenhum assobio. Enquanto isso aceitava sua sentença.
 Não podia expressar tamanha indignação nos seus tambores e quem se importa? Vidas passam...
 Pensara que realmente não é tudo aquilo que alguém sempre sonhou, ora bolas. Mergulhara em tamanho drama sem desespero.
 Tinha sentimentos de fácil compreensão, palavras de difícil entendimento que mudavam como o vento. Suas incertezas empoeiravam as estantes...mas que sempre permaneça o desvaneio de tentar mudar.
 Pleonasmo, sempre.
E talvez, pouco provável, gostava de cantarolar...
                                                         And hate is not enough to describe me.

segunda-feira, 25 de março de 2013

believe the recommencement...

 E lá estava ela, depois de inúmeras vezes cair no mesmo buraco, estava vagando em um deserto romântico.
- você precisa escovar os dentes.
- Eu não ligo se você não escovar.
- Mas está horrível -ela riu. Sua boca está com gosto de vinho e cigarro.
- Tudo bem.  A sua também está.
- É mesmo?
- Eu não ligo. Eu gosto de vinho e cigarro.
Finalmente pensa em alguém de quem gostava, de quem gostara desde que o tinha visto no shopping pela primeira vez, e que em poucas horas estaria indo embora. Provavelmente para sempre. E ele estava certo, não estava?
Ela o observou, e, mesmo sem óculos, entendeu muito bem por que ele queria continuar exatamente daquele jeito. Ele parecia estar sempre posando para uma fotografia.
- Tudo bem se a gente só ficar abraçadinho?
- Claro. Se é isso que você quer - Pensara, dormir abraçado era pra tia-avós e ursinho de pelúcia.
- Nem acredito que eu falei "ficar abraçadinho". Que coisa horrível...Me desculpe.
Ele sorriu.

E então ela despertara, jogou a ponta de cigarro na caneca de vinho e olhou para o teto, seria difícil dormir agora...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Permita-me, mudar as notas da nossa historia.

 Suspirou, pensou mais uma vez em quão ridícula seria, mas prosseguiu com sua forma vaga de esperança.
E então ela chegara na frente de seu quarto. Levou alguns pesados minutos montando seu instrumento, e por fim tacou uma pedra em sua janela.
Levou alguns segundos para que ele, surpreso, com tamanho clichê abrisse um mero sorriso lá de cima.
Ela então respondera com tamanho entusiasmo:
"Boa noite Menino, dessa vez não trago bilhetinhos coloridos, mas sim, a melhor forma de pedir desculpas. A minha melhor forma. Reproduzindo uma canção."
Ela então acrescentou depois de muito tempo, que, serenata de machinho é assim. (risos)
Ele então se acomodou em sua janela e a observava...
E ela então apreensiva, batia em seus tambores como uma tentativa de expulsar alguma dor de sí. E reproduzira...
(http://letras.mus.br/crossfade/132536/traducao.html)
E quando terminou, tirou com os dedos trêmulos os cabelos dos olhos, e vagamente olhou para frente,
com, sempre, sua forma vaga de esperança de que ele estivesse a frente.

A chuva caíra, e ela dissera...
Guardo o meu melhor sorriso para você, Menino.
A minha melhor música, e as minhas melhores palavras. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Algumas palavras me chamam atenção, mais a falta delas me chamam mais ainda...

 E então ela observa que deixara em cima da sua bateria um cd de capa preta que chamara muita sua atenção. Sim, para muitos o que passaria despercebido para ela é como alvo dos seus olhos.
 O pegou e colocou pra tocar. E era como que se cada musica que o mesmo reproduzira trouxesse um pedaço de alguma memória esquecida.

 Mudaria as palavras do artista que ela tanto contrariava por birra de a "minha banda é a melhor" e diria... Que se pudesse, trancaria você dentro de uma caixa em forma de coração.

 Há algo no caminho, suspira. Não acredite nessas palavras imagináveis de estou sentindo sua falta, pois elas vão destruir você!



We could plant a house
We could build a tree
I don't even care...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

É tarde da noite e eu me pergunto onde você está

Não acreditara que a perdoou. Que sentiu, mais uma vez, o pulsar do seu coração. Mas também acredita, que não é o suficiente. Foi uma jogadora tola.
 Poderia a perdoar? Por se suicidar em todos os passos que já os separavam?
Escrevera um verso num pedaço de papel, "tudo que acontece errado, termina errado".
...Já era tarde, e pensava que poderia ter todas as respostas em mãos. E todos os risos na memória.









Me deixe na chuva...mas não me deixe ir embora de novo.