segunda-feira, 22 de julho de 2013

Eu sei que vai lembrar.

 Ela não deveria escrever. Seria o mesmo que dizer que não é capaz de esquecer.
 Eles sabem que não é impossível, mas será mesmo que esses seriam os planos de ambos?
Será que os mesmos não estão a cada dia procurando uma forma de esconder que os desespera a ideia de que o que comporá o "nós" que existiu serão só lembranças?
Ela sentira gosto de essência de morango, sua preferida. Observou algumas cartas que o escrevera,
mas só de imaginar sua cara de tédio ao lelas desistiu de encaminhar ao destinatário. 
Sim, ela era fraca e irremediável. Morreu todos os dias o esperando. 
Fizera uma promessa. Prometeu cuidar de si. 
Prometeu não mais escrever palavras embriagadas
nem muito menos enterra-las em sua pele. 



"Porque você insiste em dizer que existe vida sem você?
Quando você não esperar vai doer, e eu sei que vai doer, e vai passar como passou por mim
e fazer com que se sinta assim, como eu sinto.
Como eu vejo, como eu vivo, como eu não canso de cantar, eu sei que vai ouvir,
eu sei que vai lembrar, vai rezar pra esquecer, vai pedir pra esquecer,
mas eu não vou deixar, eu não vou deixar."








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