O beat repetitivo que ecoa pelo quarto foi cenário do qual desempenhei a peça da nossa vida. Celebrei quem nós eramos por instantes, e agradeci aos redemoinhos da varanda por terem abandonado a missão diária de esfriar meu café. Fui afundo na direção do que me incomodava e descobri que seria egoismo deixar de festejar quando sua canção tocar.
Quando o silêncio se juntou comigo na varanda ele dançara sob as gotas que restavam na porcelana, que mais tarde estaria vazia. E se tornara um mero vasilhame vazio. Me representaria, se eu não reconhecesse meu sentimento de gratidão pelo beat que você ocupou, pelas memórias que não me convinham e eu só precisava de um ser maior do que as mesmas que me fizesse enxergar isso.
Sua musica possui o livre arbítrio para escolher, dentre todas as experiencias possíveis, aquelas que deseja repetir. Se você experimentou algum momento da sua vida, que por algum motivo continua a escolher a mesma coisa, espero que elas sempre possuam o mesmo encantamento.
Sua música a levara a onde ela jamais esteve, e cada desafio valeu à pena. Pq todas as coisas contam.
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