Tenho aprendido cruelmente que a dor com o tempo ecoa com menos frequência no corredor - não porque não existirá mais e sim porque você para de gritar.
Devo fazer parte de alguma música em que um escritor acorda de domingo após um sonho onde presenciava todos os seus medos.
Esse corredor já me ouviu fazendo planos diversos, um foi comprar um coração de pelúcia em que não tive tempo de conseguir entregar com o coração do presenteado pulsando e reproduzir o que estava carinhosamente costurado no exterior com as minhas próprias palavras "amo você muito" - o outro era passar por ele de mãos dadas com aquele que transformei no meu maior medo.
Parar de gritar a gente consegue.
Parar de doer...
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