não poderia ser um dia como todos os outros.
Ela acordou e observava o calendário de forma como se aquele dia tivesse circulado por uma de suas canetas que emanavam alegria. Porém o que ela enxergava, os outros de nada via.
Fazia um ano de que ela tinha a virtude de enxergar poesia onde só residia pessoas vazias.
Ela vagou pelas ruas frias -tão frias quanto ela- e percebia que aquele dia o confronto das águas que caiam do céu sob seu rosto a lembrava que aquele dia não havia passado despercebido, e tudo o que a levou a esperar por aquele dia foi sua convicção de que todo laço criado naquele dia seria dilacerado no mesmo.
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