Acaso.
Impossibilidade de localizar determinados recados. A imprevisibilidade das palavras. A falta de controle sob o tempo.
Tracei com tinta permanente nossos sonhos pelo corpo, em uma época que mal sabíamos conjugar o sentido das palavras finitas. Visitei praças em que habitávamos em tentativa de que nunca soubessem do nosso elo, hoje, esse desejo foi realizado. Só cabe a mim lembrar.
Já contribui com todas as ruas que você passava. Já me perdi em ingressos nos quais não sabia como você chegava. Tentei criar encontros. Reescrever as histórias das praças.
Mas só bordava tardes vazias. Contribui para que pessoas ficassem tão frias quanto a mim, na tentativa de envolve-las no meu sonho de buscar a plenitude dos sentidos perdidos.
Hoje o acaso só faz sonhos. Nos encontramos apenas entorpecidos/adormecidos, e me questiono se assim vai se construir nossa eternidade.
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