Ela tinha dormido ao lado do livro que ele lhe dera, mais uma vez imaginando o cheiro dele enquanto pensava nas noites em que os dois haviam passado juntos. O riso fácil e a conversa agradável voltaram-lhe a memória, e lembrava-se especialmente da maneira como ele falara de uma mania dela. Fora algo tão inesperado, e ao mesmo tempo ela aguardava aquele riso escancarado como de resposta de um "não esqueci disso". Toda palavra que sairá da boca dele naquela altura já havia virado melódia.
Melódia na qual ela escutara todo dia!
Ela tinha certeza de que o odiar seria clichê, e que se recordara de risos que a despertava ao doce amanhecer todos os dias desse interminável verão.
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